“A vacina dá anticorpos para que as células de defesa criem uma “memória” de combate contra a doença”: Roseli Ramos fala sobre a importância do reforço de vacinação

A vacina é uma forma de prevenção contra o contágio de doenças. Ela funciona estimulando o organismo a produzir anticorpos contra determinado microrganismo sem que a pessoa precise ficar doente.
A primeira tentativa de produzir uma vacina foi feita pelo médico britânico Edward Jenner, que inoculou pus de uma mulher que havia contraído varíola bovina em uma criança de 8 anos saudável, chamada James Phipps.
Quando o vírus combatido pelos glóbulos brancos, o pus, entrou em contato com o organismo de James, seu sistema imunológico comandou que se produzisse anticorpos para o combate do agente invasor.
Dessa forma, quando ele entrou em contato depois com a versão humana da varíola, que é mais agressiva, estava imune a doença.

“A vacinação permite que nosso corpo crie anticorpos para combater um microrganismo invasor, fazendo com que as células de defesa criem uma “memória” de combate contra a doença”, explica a enfermeira Roseli Ramos.

A produção das vacinas, em sua maioria, se dá a partir de fragmentos de vírus ou bactérias, com esses organismos atenuados ou inativos. “Cada tipo requer uma quantidade de doses a ser tomada pelas pessoas”, comenta a especialista.

A vacina feita com o microrganismo atenuado, ou seja, enfraquecido, produz uma resposta fortalecida pelo organismo, já que um vírus vivo entrou em contato com o corpo humano. É o caso de vacinas contra: caxumba, sarampo, rubéola e varicela.

Já a vacina inativa contém fragmentos do vírus morto, o que desencadeia uma resposta mais leve do organismo, por isso é importante tomar a segunda dose da vacina. Exemplos destas são: hepatite A, raiva, pólio e influenza – ou gripe.

Ainda existem as vacinas toxoides, que combatem toxinas produzidas pelas bactérias, como as causadoras da difteria e do tétano. E ainda as vacinas conjugadas, que combatem bactérias mais fortes, envolvidas por uma capa protetora de polissacarídeos.

Segundo Roseli, “é importante que, principalmente, crianças tomem a segunda dose das vacinas, já que a primeira pode não oferecer uma imunização contínua. O reforço é necessário”.

O Brasil enfrenta uma onda de queda nas taxas de vacinação. Além de falta de recursos e desabastecimento dos postos de saúde, existe a recusa dos pais em vacinar seus filhos.

“É essencial que o governo disponibilize novos lotes de vacinas e, acima de tudo, que as famílias se conscientizem sobre a importância da vacinação para a proteção do nosso corpo”, avalia Roseli Ramos.

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Cássio